O projeto estava pronto, a equipe alinhada e o orçamento aprovado. Dois meses depois, nada daquilo servia mais. Apareceu uma inteligência artificial nova que resolvia melhor, ou a IA que foi adotada no projeto “não funcionou”. Parece azar, mas não é. O trabalho hoje não muda aos poucos, ele quebra de uma vez.
Também não é só culpa da ferramenta. Falhamos na adoção das tecnologias, no arranjo organizacional que sustenta as iniciativas e na clareza sobre os problemas que vale a pena resolver.
As tarefas de chefe não são suficientes para garantir o sucesso, e por isso a IA deve mesmo substituí-las. As do líder, não.
Toda tecnologia que administra uma complexidade cria a seguinte. E o próximo desafio dos líderes será capacitar os profissionais para uma forma de trabalhar completamente nova.
Liderança Pragmática Criativa é a resposta a esse momento. Pragmática porque depende do resultado. Criativa porque o resultado precisa ser diferente do anterior, e não uma repetição mais rápida do passado. As duas sustentadas pelo pilar principal: o humano saudável.
São sete princípios para tratar de gente:
P1
Permanência Voluntária
P2
Autonomia Responsável
P3
Transparência Construtiva
P4
Projetos de Alto Impacto em 90 dias
P5
Foresight e Influências Externas
P6
Fluência em Tecnologias Emergentes
P7
Liderança Individualizada
O conteúdo está distribuído em dezessete capítulos, com casos reais, o jeito errado de fazer — que costuma ser o mais comum — e um Caderno de Prática para usar com o time. Os sete princípios servem a uma coisa só: proteger o que a máquina não alcança.
Está claro que a IA eleva o piso para todo mundo. Mas é preciso enxergar que, acima dele, só tem gente.
Ainda.
Para quem é este livro
Profissionais que lideram outras pessoas. Que respondem por entrega com prazo. Que precisam decidir sobre tecnologia que ainda não dominam. Que já viram a inteligência artificial mudar o trabalho do time e ainda não sabem o que fazer com isso. Que têm gente ao lado com medo de perder o lugar.
Bem-vindo, bem-vinda. Escrevi este livro para você.
Leia o começo
Líderes precisam mesmo melhorar pessoas. Mas como?
Eu venho rodando o Brasil há anos falando e ouvindo sobre inteligência artificial. Palestras e painéis, na maioria, seguem um roteiro padrão. Apresentam a tecnologia nova, assumem o espanto com o que ela já faz, fazem futurologia sobre onde isso vai parar, apontam os riscos e, nos últimos segundos, alertam a plateia. “Precisamos mesmo melhorar pessoas.”
É a frase mais solene do evento, e sempre a última. Ninguém discorda, e não há como discordar. O consenso é mesmo o humano no centro e a tecnologia a serviço do bem coletivo. Palmas cansadas, fim da mensagem. São muitos minutos imaginando o próximo lançamento e trinta segundos com as pessoas que vão ter que conviver com ele. O momento se transforma em uma espécie de amém coletivo, cheio de uma fé frágil.
O tempo acaba, e a pergunta que exige energia e coragem fica sempre para a próxima edição do evento.
COMO?
Este livro começou com essa pergunta. Não comecei a escrever por achar que sabia a resposta. Comecei incomodado com a distância entre saber e fazer, querendo entender o que leva alguém a vencer o medo e a inércia e tentar um jeito novo de trabalhar. Como se melhora uma pessoa adulta, com uma carreira aparentemente já definida, mas com a vida pessoal tumultuada, no meio de uma transformação tecnológica que grita, todos os dias, que talvez ela já não seja mais necessária?
Escolas judiciais, tribunais de contas, controladores, secretarias e áreas de RH, gestão e governança usam o livro como material de formação de lideranças. A compra é feita por proposta comercial, com CNPJ, nota fiscal e prazo compatível com empenho.A partir de 100 exemplares, incluo uma sessão de abertura de 30 minutos com o time, presencial em Brasília ou on-line.
Palestrante, educador e estudioso do impacto da inteligência artificial na liderança. TEDx speaker.
São vinte anos de liderança em projetos com tecnologias emergentes. Hoje é Secretário de Controle Externo de Governança, Transformação Digital e Inovação do Tribunal de Contas da União, professor convidado da Fundação Dom Cabral e articulista sobre tecnologia e trabalho.
Criou a Liderança Pragmática Criativa depois de anos vendo projetos de tecnologia darem certo por causa das pessoas, e darem errado pelo mesmo motivo. Com a inteligência artificial, elas ficaram ainda mais decisivas.